segunda-feira, 28 de julho de 2008

O FIM


Eis que a conexão se encerra. Este é o último post desta viagem louca e gostosa que nos rendeu muitas histórias e um punhado de sonhos - e um romance, vivido e escrito.


Ao contrário de outras histórias, esta se encerra delicadamente, sem atropelos, sem sofrimentos, sem dores.


Sem dores?


Sim, a conexão chega ao fim e não me deixa dores, nem uma fissura que seja neste coração já absurdamente remendado. Conduzimos o fim de forma que a amizade se faça presente em nossas vidas. Ela, cheia de vida, vai viver a vida. Eu, cheio de sonhos, vou me alimentar deles.


Um dia, quem sabe, haverá o reencontro. Mas não esperaremos por ele. Que a vida, a mesma que nos uniu, trate de fazê-lo.


E, antes do ponto final, deixo, através do Caio Fernando Abreu, talvez a passagem que mais exemplifique o que foi a gaúcha para este carioca:


"Na minha memória - tão congestionada - e no meu coração - tão cheio de marcas e poços - você ocupa um dos lugares mais bonitos."


Que desça o pano.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Sobre o tempo

Rio de Janeiro, 17 de julho de 2008.

Hoje é um triste dia.

Amanhã este blog pode não mais existir.

Ontem pode ter sido o último dia que a Gaúcha amou o Carioca.

O TEMPO dirá o que nos reserva o dia de amanhã. O tempo.

Prometi à minha Gauchinha silenciar. E aqui, neste blog que deveria ser o registro das alegrias destes dois apaixonados, também me calo.

Até que o tempo se encerre. E a Gaúcha volte para um certo carioca...

:'(

Jc Menezes

sábado, 28 de junho de 2008

Sobre a preguiça...

Rio de Janeiro, 28 de Junho de 2008.





Hoje estou pecaminosamente preguiçoso. O tempinho lusco-fusco que o sabadão está proporcionando é um convite luxurioso para permanecer deitado, esparramado na cama ou, no máximo, no sofá.




Nada fiz hoje. N-A-D-A. E pretendo continuar a fazer nada até o fim do dia e, quem sabe, durante todo o final de semana. Estou desligado do trabalho, estou dando de ombros para a minha família, estou, inclusive, negligenciando alguns amigos.
Hoje eu não estou. Volte amanhã.


Jc Menezes.
"Ora bolas, não me amole (...)
O que eu quero é sossego!"
("Sossego", Tim Maia)

domingo, 22 de junho de 2008

Sobre Mães e Filhas...

Rio de Janeiro, 22 de Junho de 2008.
Já a Maria Elizabeth, hehehe. Ainda bem que é conversa de mãe e filha...





Jc Menezes.

Sobre Perguntas infantis...

Rio de Janeiro, 22 de Junho de 2008.



Perguntinhas sinceras... Quem vai responder ao João Carlos, Gauchinha? Eu ou você?


Jc Menezes.

Sobre eu, você e João Carlos...

Rio de Janeiro, 22 de Junho de 2008.

Uma previsão para o futuro, Gauchinha. Eu, você e o João Carlos, hehehe...



Jc Menezes.

Sobre as Primeiras Bodas...


Rio de Janeiro, 22 de Junho de 2008.





E hoje, vigésimo segundo dia do sexto mês do oitavo ano do segundo milênio, o Carioca e sua Gauchinha festejam o primeiro mês...

"Primeiro mês?!", exclamarão, surpresos, alguns.


"Sim, primeiro mês", respondo, convicto.


Explica-se: há trinta dias, este Carioca entrava numa sala de bate-papo da UOL. No mesmo horário, mas a muitos quilômetros de dali, uma certa gauchinha fazia o mesmo. E aí, conversa vai, conversa vem, eis que o Universo conspira a favor daquele carioca sonhador e daquela doce gauchinha...


A conversa então evoluiu para o MSN, o MSN evoluiu para o telefone celular, o telefone celular evoluiu para uma conexão Rio-Santa Maria e esta conexão evoluiu para uma linda história de amor...


E, para celebrar essa união, numa espécie de mini "bodas de papel", o Carioca deixou um depoimento no Orkut de sua Gauchinha...


"Como explicar essa história de amor entre a gauchinha e o carioca? Foi o Acaso que nos uniu? Foi o Destino que arregaçou as mangas e promoveu o encontro? Foi um gesto de loucura dele e dela? Foi a paixão arrebatadora que impulsionou a aproximação dos dois? Não sei. Talvez um pouco de tudo. Loucura, paixão, acaso, destino. O que sei é que essa história, ainda em suas primeiras páginas, e com tantas folhas ainda em branco para serem escritas a dois, tem feito este carioca mais feliz, apesar dos longos 1380 quilômetros que o separam de sua gaúcha, de belos olhos azuis, de fala mansa, de jeito doce. Minha Gauchinha, queria que soubesse que este mês juntos (sim, juntos, porque a distância não nos impede de estarmos ligados um ao outro) foi de plena alegria para o seu carioca. Adoro você, seu sorriso, seu olhar, sua voz, seu tudo! Quero compartilhar com você os sonhos (e planos!) de um futuro. Que esse mês seja apenas o primeiro de muitos que virão. Apaixonadamente,Seu Carioca..."


Jc Menezes.

sábado, 21 de junho de 2008

Sobre Hoje & Ontem...

Rio de Janeiro, 21 de Junho de 2008.

Onde você estava a dez anos atrás?

Estava me perguntando isso quando me lembrei de uma conversa que tive com a minha Gauchinha, dias atrás.
Entre beijos e carinhos, embevecido de paixão, indaguei a minha linda menina dos olhos azuis o porquê de não ter encontrado ela antes, dez anos atrás, talvez. A resposta veio lindamente cruel:

"Por que eu era uma criança...", me lembrou a minha linda gauchinha.

Realmente. Há dez anos atrás, quando a Copa do Mundo de Futebol acontecia na França, quando a praga do FHC conseguiu ser reeleito, quando o Palace II, tal qual um castelo de areia, esfarelou-se, quando nascia a Sasha, quando morria o Tim Maia, quando a Google era inaugurada, quando eu estava eufórico com a primeira aprovação no vestibular, quando, enfim, tinha 18 anos, a minha linda gauchinha dos olhos azuis tinha... 09 anos!

Pois é. Uma década separam-me de minha Gaúcha. Dez anos poderiam sugerir mais distância do que os 1380 quilômetros que me impedem de beijá-la agora (claro, acrescente-se a este "agora" mais uns 400 quilômetros, uma vez que minha bela namorada ainda hospeda-se na casa de papai e mamãe). Dez anos poderiam até configurar-se num crime contra os costumes (se tivéssemos menos cinco anos, eu teria 23, ela teria 14 e a violência seria presumida...).

Há dez anos, eu, Jc Menezes, ainda apenas "Júlio César", tinha em mim "todos os sonhos do mundo", como proseia o Poeta. Hoje ainda os tenho vivos aqui. Uns se perderam pelo caminho (a Medicina, a própria Zootecnia - meu primeiro vestibular, o Teatro), outros chegaram (o livro a publicar, o Direito a cursar, o Rio de Janeiro a abandonar) e muitos ainda permanecem (a paternidade, o casamento...). Há dez anos atrás tinha menos cabelos brancos e ostentava uma barriguinha bem menos protuberante. Há uma década ainda acreditava em muita gente. E, enfim, há dez anos (e nos que seguiram) julguei ter provado o gosto do amor.
Minha Gauchinha dever ter tido uma vida mais simples há dez anos atrás... Com nove anos, seria capaz de apostar que suas atenções voltavam-se para as Barbies e Suzies da vida. No máximo, os olhos brilhavam por aquele garotinho do outro lado da rua - que, naquela idade, achava as meninas sem graça... Todo moleque até os dez anos prefere uma bola de futebol à meninas... Alguns levam essa preferência para o resto da vida.
Dez anos. Parece muito. E é. Daqui a dez anos eu e minha gauchinha teremos muitas histórias para contar.
Dez anos. Para trás, pouco me importa agora. "O que passou, passou", diria minha avó.
Para mim, o que importa é o hoje. E os próximos dez anos...
Jc Menezes.







Irreconhecíveis, Caetano e Gilberto Gil, "há dez mil anos atrás", como cantaria o Raul.
Onde você estava? Onde estava o seu amor? Que planos fazia?
Eles mudaram - no caso para pior... E você?

Don't cry for me, Carioca...

Rio de Janeiro, 21 de Junho de 2008.

"E qem eu quero
Está tão longe
Longe de mim..."
("Eu quero sempre mais", Ira)
09h30min deste sábado ensolarado, na primeira manhã do típico inverno carioca.
Se já não bastasse a minha gauchinha estar mais longe que o de costume, visitando os pais em Uruguaiana/RS, consigo ficar mais distante ainda da minha gremista predileta...
A menina dos olhos azuis foi até a Argentina nesta manhã. Não vou adjetivar essa ida como viagem, porque para chegar até a Terra do Tango ela precisa apenas atravessar uma rua - ou ponte, sei lá. Seria como se este carioca "viajasse" até o Estádio Olímpico Engenhão, hehehe.
Ao menos vou ser agraciado com o melhor dulce de leche dos hermanos.
E vou ficando por aqui, com água na boca pelo doce e cheio de saudades da minha chica...
Jc Menezes.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Sobre Laranjas & Segredos...

Rio de Janeiro, 20 de Junho de 2008.
"A vida é tua, tens de ser tu a vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela. E quando todas as laranjas caírem, apanha-as com cuidado, guarda-as num cesto e muda de profissão. O circo é para quem não tem casa nem país, não é vida para ninguém. Guarda as laranjas num cesto, leva-as para casa e faz um bolo de saudades para esquecer a mágoa. E nunca deixes de sonhar que, um dia, tal como eu, vais encontrar alguém mais próximo e mais generoso, que te ensine a ser feliz, mesmo com todas as pedras que encontrarem no caminho. Larga as laranjas e muda de vida. A vida vai mudar contigo."

"Vou contar-te um segredo",
Margarida Rebelo Pinto
Obrigado pelo "segredo", Margarida.
Eu nunca deixei de sonhar, nem nas minhas noites mais insones... As minhas laranjas eu já larguei. E já encontrei também uma gauchinha que está me ensinando a ser feliz, mesmo com tantos quilômetros entre nós.
E, sim, estou gostando muito da mudança de vida que ela me proporcionou...
Jc Menezes.
>> Nascida em Lisboa, Margarida Rebelo Pinto é jornalista e escritora e, para mim, é também um dos maiores talentos lusitanos na arte da escrita. Para conhecer melhor seus textos, basta acessar seu site oficial: http://margarida.clix.pt/

Sobre Perdas & Estrelas...

Rio de Janeiro, 20 de Junho de 2008

E no dia que este Blog é inaugurado, no dia em que o inverno chega em nossas vidas, minha Gauchinha traz a notícia da tristeza de uma alegre menina, Cynthia, amiga da minha gauchinha, madrinha dos nossos sonhos a dois.

Nas horas de perda, o silêncio é o que há de mais confortante. Silêncio e abraço. Silêncio e solidariedade. Silêncio e amizade. Vai, Gauchinha, vai exercer o que de melhor os amigos podem fazer aos amigos: companheirismo.

Eu fico aqui, nesta noite abafada da Cidade Maravilhosa, aguardando por você.

E para a menina alegre, deixo o consolo da poesia, novamente expressada na figura do Álvares de Azevedo:

"Não chorem! Que não morreu!
Era um anjinho do céu
Que um outro anjinho chamou!
Era uma luz peregrina,
Era uma estrela divina
Que ao firmamento voou!"

("Anjinho", Álvares de Azevedo)


Céu Estrelado, por Vincent Van Gogh

Sobre Poesias & Amor...

Rio de Janeiro, 20 de Junho de 2008.
"Amemos!
Quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu'alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!
Quero em teus lábio beber
Os teus amores do céu,
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!
Quero viver d'esperança,
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir!
Vem, anjo, minha donzela,
Minha'alma, meu coração!
Que noite, que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!"


Amor,
Álvares de Azevedo


A poesia é uma das minhas paixões.


E também uma das minhas frustrações, pois ela, a poesia, em versos, raramente sai dessa cabecinha, desse coração. Na infertilidade poética, resta-me saborear as palavras de Poetas que, como Álvares de Azevedo, dão letras e formas à sentimentos.


Esta poesia, sugestivamente intitulada com o nome do sentimento mais nobre, eu dedico à você, Gauchinha, por motivos óbvios.
Jc Menezes.

Sobre Inverno & Primaveras...

Rio de Janeiro, 20 de Junho de 2008

O inverno começa hoje, mas a sensação que tenho é que vivo na Primavera. Primeiro, porque aqui no Rio os invernos nunca são rigorosos - hoje mesmo fez um calor danado. E, segundo, porque minha nova fase, recheada de sorrisos, suspiros e paixão, mais se aproxima com a Primavera e seu florescer do que um cinzento dia de inverno.

O inverno começa hoje. E minha Gauchinha está longe. Mais longe do que os habituais 1380 quilômetros que separam o Rio de Janeiro de Santa Maria. Há dois dias ela foi procurar o aconchego do colo dos pais porque, a princípio, viu seu futuro profissional ficar sujeito a chuvas e trovoadas.

O inverno começa hoje. E, se pudesse, trocaria o calor da Cidade Maravilhosa pelo frio de Uruguaiana/RS, apenas para dar-lhe um abraço, um beijo apaixonado e dizer no seu ouvido, Gauchinha, que "tudo vai dar certo".

O inverno começa hoje. O primeiro inverno que o carioca e sua gauchinha compartilham - mesmo que a distância. O primeiro de muitos que virão nesta história de amor - que manterá sempre com aquele ar festivo das Primaveras...


Jc Menezes.


Sobre eu & ela...

E para quem deseja saber a outra versão deste "sonho a dois":


Jc Menezes.


Sobre sonhos & canções...

"Ela sabe o jeito de agradar
Um sorriso brincando no olhar
Me fascina com seu jeito de ser
Ela é tudo enfim que eu preciso ter
Ele passa, e o tempo faz parar
Quando fala é música no ar
Me conquista, querendo não querer
Ele é tudo, enfim, que eu preciso ter

Quando bater na porta deixa entrar
Pra te ganhar de norte a sul
No mundo da lua, tudo vai ficar
Descobrir que o amor é azul
Quando a gente gosta, o amor é um caso sério
E tem lá seus mistérios pra contar
Mas você divide, na metade, um desejo no olhar
Quando a gente gosta, vale a pena qualquer coisa
Vale tudo num cantinho pra ficar
Um sorriso pra te convencer
Na luz do luar
Shananana...Shanananana...
Ela sabe que brinca nos meus sonhos
Todo o tempo nos versos que componho
Ele sabe que estou em suas mãos
Ele é tudo que faz bem ao coração"


"Um sonho a dois".
Assim se chama a canção acima, cantada pelo Roupa Nova.

É uma canção emblemática para esta nova fase da minha vida, quando deixei que entrasse pela porta do meu coração a felicidade que tanto me faltava nos últimos tempos.

Ela me fascina com o jeito de ser dela. E, encantado pela dona de olhos azuis tão belos, sei que "ela é tudo enfim que eu preciso ter"...
Jc Menezes.


Sobre a vocação para amar...

O texto abaixo foi escrito há uma semana, enquanto aguardava o horário do ônibus que me levaria da capital gaúcha até Santa Maria. Ele já foi compartilhado via e-mail com meus leitores e deletadores. Trazia dentro de si uma expectativa pelo final de semana que se aproximava. Continuo sem saber no que vai dar. Mas o primeiro beijo sugere que teremos um final feliz...



Porto Alegre, 13 de Junho de 2008

Algumas pessoas não nascem para amar. Conheço alguns tipos assim: passam a vida toda sem experimentar o gosto doce e amargo do amor.
Outras pessoas não sabem amar. Sempre que o amor chega perto, sempre que aquela pessoa especial se aproxima, essas pessoas se afastam, correm amedontradas. Conheço um bom número de indivíduos dessa espécime.

Mas há também os que não conseguem amar. São seres infelizes, simplesmente porque guardam para si todo o amor que gostariam de dedicar ao outro. São azarados também, porque quando julgam ter encontrado a pessoa certa, ela sai por entre a porta aberta - e que deveria estar fechada a sete chaves, como se fosse um cofre blindado.

Isso acontece porque o amor não é uma equação matemática, no melhor estilo eu te amo + você me ama = felizes para sempre. Ele, que não consegue amar, pode apaixonar-se logo por ela, que não sabe amar e, invariavelmente, vai fugir dele. Pior, a mocinha, que também não consegue amar, acaba caindo de amores exatamente por aquele carinha que, droga, não nasceu para o ofício de amante (refiro-me ao amor abstrato, ao sentimento... O amor físico, carnal, costuma ser uma especialidade destes exemplares...).
Nestes casos nos deparamos com amores inférteis, que nunca gerarão frutos, porque nunca se concretizarão verdadeiramente. Quem não consegue amar, numa atitude defensiva, ilude-se, acreditando que esse amor que tem dentro de si é suficiente para mudar a essência do outro. Acham que, com o tempo, o outro despertará. Geralmente, com o tempo, percebem que perderam tempo. Quem não sabe amar geralmente alega que o outro não é aquele príncipe encantado que, montado num cavalo branco, virá salvá-lo da masmorra da solidão. O risco que se corre é que quando esse príncipe surgir, você não seja mais uma bela princesa e, sim, uma velha bruxa, carcomida pelo tempo e pelo azedume. Os que não nasceram para amar muitas das vezes alegam a ausência dos mesmos príncipes e princesas (haja Reinos Encantados!) ou simplesmente têm medo de mostrar suas fragilidades, sempre afloradas pelo amor e escondidas atrás da carapaça de insensíveis.

Melhor seria, para mim, para você, para todos nós, que apenas deixássemos acontecer. Se ela não me quer, alguém há de querer. Aquele sapo enrugado pode ser seu belo príncipe encantado, faltando-lhe apenas receber o beijo. O medo de uma lágrima futura pode censurar você de um apaixonante sorriso hoje e, quem sabe, amanhã, e depois de amanhã e depois...

Aquele rolo pode não dar em nada. Mas também pode dar em tudo... Eu não sei. As cartas não sabem. Você provavelmente também não. Nem mesmo aqueles que, sim, amam e são amados, mas que foram esquecidos neste texto, souberam no que dariam aquele primeiro beijo...
Jc Menezes.

Sobre Loucura & Amor...

Rio de Janeiro, 20 de Junho de 2008.


"Mas louco é quem me diz!
E não é feliz!
Eu sou feliz!"
("Balada do Louco", Rita Lee)

São 16h15min desta sexta-feira preguiçosa e ensolarada aqui na Cidade Maravilhosa. Há exatamente uma semana, este Jc Menezes, agora também Carioca, estava dentro de um ônibus da Viação Planalto, percorrendo a BR 287 numa aventura que muitos adjetivaram como "loucura", eu inclusive.

A "loucura" seria sair do Rio de Janeiro e seu calor para conhecer a aprazível, porém gélida, cidade de Santa Maria, interior de Porto Alegre. Naquela cidade, havia uma gaúcha esperando por este carioca.

Ainda não me convenci de que aquela viagem não tenha sido uma "loucura". Foi. Caio Fernando Abreu diz que "sem amor, só a loucura". E, até sete dias atrás, eu deveria estar louco mesmo. Louco de pedra. Louco porque faltava-me exatamente o amor que nos salva da dita loucura...

Dentro de dois dias toda essa história louca fará um mês. E, para um carinha metido a escritor como eu, nada como um blog para dar comemorar o feito e contar como serão as próximas ponte-aéreas...

Sejam bem-vindos,
JC MENEZES.

>>EM TEMPO: O Blog, inicialmente, tem o objetivo de compartilhar com meus supostos leitores e deletadores essa aventura, mezzo carioca, mezzo gaúcha, com bordas recheadas de loucura e bem-querer. Há um outro blog deste mesmo Carioca, que encontra-se empoeirado, esquecido, abandonado num canto do Blogger. Nele, o intuito era globalizar meus textos, meus sentimentos, minhas amizades... Ao que tudo indica, o "Carioca & Gauchinha", vai absorvendo para si todos os textos, não somente os que falam exclusivamente da gauchinha e do carioca. Porque, a partir de agora,